4 de jul de 2009

Não tenho paciência pra televisão.

Resolvi roubar essa parte da música pro meu post de hoje, porque ontem, assistindo TV, ou tentando assistir, descobri que não tenho paciência. Fico logo inquieta. Ou eu vejo filme, ou então o programa tem que ser muito bom pra me prender. Como hoje em dia não existem programas de muito alto nível, conclui-se que dificilmente eu sou presa por alguma coisa que passa na tv.
Enfim, o post não é necessariamente sobre isso. Numa sexta-feira à noite, eu fiquei em casa, e irritada porque o fiz. Fui dormir tarde, e, apesar de cansada, devia ter saído.
Em férias, é impossível não deixar, em algum momento, a cabeça desocupada. Mas eu já concluí que essa atitude não é nem inteligente nem saudável, e decidi nesse momento que me esforçarei para não fazê-lo. Tenho muito no que pensar, mas preciso não pensar em nada por um tempo. Nem que sejam uns dias.
Algumas vezes, quando certas decisões lhe cabem, é preciso que você pense nelas o tempo todo, até chegar a uma linha de pensamento, a uma decisão final. Mas, em outras ocasiões, mesmo que você decida sozinho, o andar dos fatos não depende nem vai ser coerente com o que você quer. Ou, pelo menos, não necessariamente. Essa é a arte de lidar com o imprevisível. E de se sentir impotente, de tentar se acalmar e deixar que os fatos e as situações decidam sozinhos.
Eu acho, aliás, tenho quase certeza, que 95% das pessoas, como eu, odeia essa espera. Contudo, isso não anula nem diminui a agonia e a ansiedade de não poder fazer nada. Talvez, se aceitássemos mais serenamente essa realidade, nossa vida fluísse melhor. Não literalmente, porque mesmo que a gente não queira, as coisas fluem. Contra nossa vontade. Mas, quando você nada junto com a correnteza, chega mais rápido aonde você quer chegar.
Estou considerando a possibilidade de pegar uma carona na próxima correnteza. Espero que ela seja aquecida, e forte o suficiente para não me deixar desviar. Porque, já entendi, não posso fazer mais nada.
Existem certas coisas, certas atitudes, certos resultados, que simplesmente não dependem de você. E, mesmo que você possa fazer A ou B para contornar isso, nada vai realmente resolver o problema, a menos que ele deva ser resolvido. Como eu também não gosto de migalhas, prefiro deixar que ele se vá, e que o destino final seja determinado, na hora certa, por quem quer que seja, aonde quer que seja, como tiver de ser. Eu estarei na correnteza, e na hora certa, chego lá.

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